segunda-feira, 18 de novembro de 2013

prática


 As linhas profundamente gravadas na minha palma.
As observo e procuro meu caminho,
nesse percurso um retrocesso,
olho para trás e me reinvento.

Lembro da palma quente de minha mãe,
do seio terno.
O sinal ardido de uma palmada.
Lembro do contorno da minha mão torto e desfigurado
marcando a minha palma no papel.

E lembro dos acertos, dos tropeços,
dos risos e dos abraços.
De tudo o que vi e de tudo o que me  viu.
E olho a minha palma com suas linhas
profundamente gravadas...
E percebo que meu caminho sou eu.


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