domingo, 24 de novembro de 2013

desconheça-me.

Ah, meu bom amigo
eu conheço o teu desejo
e é para desiludir-te
que agora vos escrevo.

Não procures conhecer-me inteira
se pretendes ao meu lado ficar
Pense, quão chata eu seria
se pudesses me desvendar!

O que mais gosto em ti,
se te serve de exemplo
é a pergunta que trazes oculta
por detrás desses olhos negros.

Se o teu mistério findasse
de tristeza me abateria.
Que praga, que moléstia
o conhecimento de ti me traria.

Então aquiete-se amigo
pois recuso a me revelar.
Nem eu conheço tudo de mim
para que possa lhe explicar.

Conforme-se meu amigo,
se ao meu lado queres permanecer
é essencial que se acostume
a me desconhecer.

Nenhum comentário:

Postar um comentário